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É bastante comum em diversas regiões do Brasil o uso de provérbios e ditados populares como lições em diversas circunstâncias da vida. Um deles diz mais ou menos assim: “Só se conhece bem uma pessoa depois de comer em sua companhia um saco de sal.” Tal axioma é amplamente usado para agregar valor às amizades, ao namoro e ao casamento, às relações comerciais e assim por diante.
Ora, em relação a pessoa de
Jesus e aos seus ensinamentos, as comunidades que o conheceram e com ele
conviveram, foram experimentando sensação desta natureza. Ou seja, caminharam
com Jesus, sentiram as provocações e desafios que lhe eram propostos,
compreenderam os bons momentos das suas andanças. Alegraram-se com os milagres e
curas.
Em outras palavras tinham a
certeza que Deus estava com Ele, no final de tudo podiam afirmar com segurança:
“Ele faz bem todas as coisas!”.
No evangelho proclamado na
liturgia deste domingo o encontro e reconhecimento de Jesus acontecem mais uma
vez em situação extraordinária. No campo, entre os necessitados, um deles surdo
e que falava com dificuldade.
Acolhendo e fazendo melhorar a
condição do homem que lhe fora apresentado todos podem ver que por, meio de
Jesus, é Deus mesmo quem age entre
eles.
Situação semelhante havia
vivido a comunidade de Isaias cujo relato está na primeira leitura. Depois de
ter experimentado um momento de destruição e sofrimento a mensagem lida hoje
apresenta um quadro de esperança, de alegria e de felicidade. Deus vem para
salvar, vem para devolver a saúde e fazer brotar água no deserto.
Deus, em quem todos são
convidados a confiar, como se reza no salmo da liturgia de hoje é reconhecido
pelo apóstolo Tiago na pessoa de Jesus, a partir de quem ele pede que não se
faça distinção entre as pessoas.
Ontem como hoje os seguidores
de Jesus são desafiados e reconhecê-lo no meio de provações e dificuldades e à
medida que o reconhecem não se deixar abater pelo sofrimento e por nenhuma forma
de menosprezo das pessoas e da condição das pessoas.
No Brasil, de modo particular,
se está vivendo o período eleitoral. Na mensagem para o dia sete de setembro a
presidente da república anunciou alegrias, esperanças, acenando para redução de
impostos, diminuição de custos de energia, aumento do crescimento econômico,
valorização das pessoas e inclusão social.
Sem sombra de dúvida todas essas coisas, à medida que
se concretizarem, podem ser entendidas como sinais de que a mão de Deus
abençoou. Entretanto há que se compreender que tais fatos dependem em muito da
vontade e da ação de cada cidadão brasileiro.
Sobretudo no exercício do voto consciente e responsável, isso significa
dizer longe de comprometimento com compra ou venda de favores em troca de votos,
longe de comprometer-se com candidatos cuja prática política não tenha ficha
limpa.
Como o surdo do Evangelho os
cristãos são tocados por Jesus, e consequentemente desafiados e ouvir e falar
bem e viver do Jeito dele, ou seja, “fazendo bem todas as coisas”.
Pe. Élcio Alberton
http://padreelcio.blogspot.com.br/
Pe. Élcio Alberton
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