Reflexão a partir do Evangelho:
No Evangelho que, hoje, nos é proposto fica claro o fio condutor da
história da salvação: Deus ama-nos, quer a nossa plena felicidade e, por
isso, tem um projecto de salvação para levar-nos a superar a nossa
fragilidade e debilidade; e esse projecto foi-nos apresentado na pessoa,
nas palavras e nos gestos de Jesus.
Temos consciência de que a
verdadeira libertação está na proposta que Deus nos apresentou em Jesus e
não nas ideologias, ou no poder do dinheiro, ou na posição que ocupamos
na escala social? Porque é que tantos dos nossos irmãos vivem afogados
no desespero e na frustração?
Porque é que tanta gente procura
“salvar-se” em programas de televisão que lhes dê uns minutos de fama,
ou num consumismo alienante? Não será porque não fomos capazes de lhes
apresentar a proposta libertadora de Jesus?
Diante da “boa nova” da libertação, reagimos – como os pastores – com o
louvor e a ação de graças? Sabemos ser gratos ao nosso Deus pelo seu
amor e pelo seu empenho em nos libertar da escravidão?
Os pastores, após terem tomado contacto com o projeto libertador de
Deus, fizeram-se “testemunhas” desse projeto. Sentimos, também, o
imperativo do testemunho? Temos consciência de que a experiência da
libertação é para ser passada aos nossos irmãos que ainda a desconhecem?
Maria “conservava todas estas palavras e meditava-as no seu coração”.
Quer dizer: ela era capaz de perceber os sinais do Deus libertador no
acontecer da vida. Temos, como ela, a sensibilidade de estar atentos à
vida e de perceber a presença – discreta, mas significativa, actuante e
transformadora – de Deus, nos acontecimentos mais ou menos banais do
nosso dia a dia?

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