Jesus, para nos instruir sobre nossas
próprias escolhas, conta-nos a parábola dos dois filhos que mudaram de
atitude. Deus nos fez livres.
A salvação que ele nos oferece é puro dom.
Cabe-nos responder “sim” ou “não” a esse convite. O livre-arbítrio
possibilita ao ser humano acolher em sua vida o bom ou o mau caminho. Há
sempre a possibilidade de mudar de rumo. É isso o que nos mostra o
texto. Ambos os irmãos mudaram de rumo. Um fez a vontade do pai e o
outro não.
Estar no rumo certo não é sinônimo de
segurança, pois podemos ser facilmente levados para outro caminho, se
não nos mantivermos atentos ao chamado constante de Deus. Por isso a
necessidade constante de conversão, porque não estamos prontos.
E os que
se acham “santos” são muito facilmente propensos ao erro, mais do que
os que têm firme consciência das próprias limitações. Os “santos” acabam
afogando-se na sua soberba e se fecham à graça divina. Ao contrário, os
pecadores são mais abertos para acolher a graça, pois confiam apenas na
misericórdia de Deus.
Fazer a vontade de Deus é muito mais
acolhê-lo na vida diária do que proclamar discursos vazios, destituídos
de testemunho de vida. Deus nos chama constantemente a viver seu amor na
doação total de nossa vida ao irmão. Deve-se viver esse chamado nos
atos cotidianos, nas relações interpessoais, nas próprias escolhas.
Fazendo assim, caminha-se na justiça e no testemunho fidedigno do Reino
de Deus.
(fonte: Revista Vida Pastoral - Paulus
http://vidapastoral.com.br/roteiros/28-de-setembro-26o-domingo-comum/)
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